“O ANDEBOL SERVE DE MODELO PARA OUTRAS MODALIDADES ANGOLANAS”

Garantia é de Vivaldo Eduardo, técnico que representou Angola na reunião da Confederação Lusófona de Treinadores

Vivaldo Eduardo, vice-presidente da Associação de Treinadores de Andebol de Angola e diretor técnico nacional da modalidade, foi o representante angolano na segunda reunião da Confederação Lusófona de treinadores, realizada em finais de setembro em Lisboa.

Com um espírito sempre bem-disposto, Vivaldo Eduardo falou-nos um pouco da sua experiência pessoal, recordando que se tornou treinador… por ser, nas suas palavras, “um contestatário” do seu próprio técnico.

“Fui jogador de nível médio baixo e contestava muito a forma como o meu treinador trabalhava. Um dia, por questões militares, ele teve de se afastar algum tempo e desafiou-me: “olha, durante um mês preciso que orientes a equipa nos treinos pois temos depois o campeonato nacional”. Isto foi em 1985, num clube militar chamado BCR. Comecei no Centro Desportivo Universitário e depois de terem fechado os clubes que tinham ligação com Portugal, após a independência, nasceram vários clubes militares, sendo o BCR um deles”, conta-nos Vivaldo Eduardo.

“Acabei por orientar a equipa durante esse mês, com bons resultados, e o treinador entendeu que deveria continuar, pois tinha queda para aquilo. Fui tirar o curso de Educação Física e desde então nunca mais parei. Tive passagens pelas seleções femininas de Angola, também uma curta passagem pela seleção do Congo Brazavile, e senti sempre a necessidade de melhorar a minha formação”. Daí que tenha dado o passo seguinte e ir à procura dessa formação.

“Por isso vim parar a Portugal, tendo trabalhado primeiro no Académico do Funchal, em 1993, sempre com formação. Aí o professor Pedro Sequeira avisava-me sempre que havia um curso e assim fui fazendo. Tenho formações em Portugal, Espanha e Alemanha,” sublinha, com orgulho.

Um orgulho que cresce quando nos fala da realidade atual do andebol angolano.

“O andebol em Angola está bem e recomenda-se, especialmente no sector feminino. É a disciplina mais medalhada de Angola: tem mais títulos africanos, mais participações e classificações em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo. Temos um sétimo e um oitavos lugares num Mundial entre 24 finalistas, coisa que nenhuma outra nação africana conseguiu. Também o andebol masculino atravessa uma boa fase, sendo a terceira potência africana, atrás do Egito e da Tunísia”, recorda.

Vivaldo Eduardo é, aos 52 anos de idade, vice-presidente da associação de treinadores de andebol de Angola e diretor técnico da federação de andebol.

“A formação resulta, mas é muito difícil em Angola, porque a maior parte dos treinadores não tem formação em Educação Física e os cursos que ministramos não estão ainda reconhecidos pelo Ministério da Educação. Essa é uma luta que estamos a travar,” diz, esperançado, ao mesmo tempo de elogia o papel da CLT.

“A Confederação Lusófona de Treinadores só pode ajudar todos os envolvidos. Costumamos dizer que é melhor copiar bem do que inventar mal. Desde 1993 acompanho a formação dos treinadores de andebol em Portugal e no que é possível levamos esses ensinamentos para Angola, mesmo que a realidade seja diferente. A CLT vai poder influenciar os nossos governamentos sobre a importância do papel do treinador. O andebol está em condições de servir de modelo para outras disciplinas em Angola”, garante.


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