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“ANDEBOL DE PRAIA NÃO PODE VOLTAR A PERDER O COMBOIO”

Selecionador Paulo Félix conduziu Portugal à medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude e mostra confiança no futuro da modalidade

Aos 43 anos de idade, Paulo Félix passou mais de metade de vida ligado ao andebol, em especial a variante de praia. O ponto alto da carreira de treinador foi conseguido há dias, em Buenos Aires, quando levou a seleção nacional de Portugal à conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude disputado na capital da Argentina.

Nascido em Espinho “terra do voleibol”, modalidade que também praticou em jovem Paulo Félix, mudou-se para Leiria aos 18 anos para fazer um percurso como praticante de andebol de pavilhão, a mais tradicional vertente da modalidade. “Mas em 1995 participei no primeiro torneio de andebol de praia realizado em Leiria e nunca mais deixei. Fui internacional de andebol de praia em 2000, depois comecei a trabalhar com alguma equipas, embora na altura o andebol de praia não fosse levado muito a sério, até que em 2015 entrei para a Federação Portuguesa de Andebol”, conta-nos Paulo Félix, lamentando alguma falta de aposta geral na década de 1990.

“Perdemos uma grande oportunidade há uns 20 anos, quando não encaramos o andebol de praia mais a sério, mas penso que agora estamos no bom caminho, com várias seleções nos escalões de formação e prestes a arrancar com a seleção principal. Hoje, o andebol de praia está a lutar para entrar no programa dos Jogos Olímpicos e o torneio de Buenos Aires terá sido o último empurrão. Os responsáveis internacionais ficaram muito agradados, a modalidade deverá ser de exibição nos Jogos de Tóquio em 2020 e de competição quatro anos depois em Paris”, refere o treinador.

Paulo Félix revela que a próxima aposta da federação é a criação de seleções seniores.

“Em 2015 comecei a coordenar todas as seleções de formação, mas nunca tivemos uma seleção sénior. Fomos conseguindo bons resultados internacionais, em Europeus e Mundiais, culminando agora com esta medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude. O próximo passo é tentar levar a seleção sénior ao Europeu de 2019, na Polónia,” sublinha.

Essa aposta da federação implica uma mudança na própria vida do treinador.

“Sempre acumulei as funções de selecionador com as de professor e de treinador de clubes, mas este ano, com tantas competições, optei por deixar o andebol de pavilhão. Estou totalmente focado nas seleções de praia. A aposta nas seleções jovens foi um caminho certo, pois neste momento temos vários atletas que estão prontos para o mais alto nível, nos seniores. Temos muitos atletas, masculinos e femininos, em condições de representar as seleções seniores sem problemas”, revela.

O andebol de praia é jogado num campo mais pequeno do que o andebol de pavilhão, com equipas de quatro jogadores.

“Há técnicas diferentes em relação ao andebol de pavilhão. A bola pode ser batida no chão, mas o normal, para ganhar terreno sem correr com a bola na mão, é atirada pelo chão e apanhada mais à frente. Quando a equipa ataca, coloca um jogador ofensivo, chamado especialista, cujo golo vale dois pontos. Para além disso, os golos em jogada aérea ou um golo em pirueta, que são considerados golos espetaculares, também valem dois pontos. Todas as equipas jogam para marcar dois pontos, até porque o jogo é curto, com dois períodos de cinco minutos, jogado com muita intensidade”.

Apesar dos muitos anos ligado ao andebol de praia, Paulo Félix continua a ver-se, acima de tudo, como “treinador de andebol”.

“Neste momento estou ligado ao andebol de praia, mas nunca poderei dizer que desisti do pavilhão. Estou convencido que as duas vertentes são complementares e que se ajudam uma à outra.”

Ainda falta muito no campo do reconhecimento do público em geral e até da comunicação social, reconhece Paulo Félix.

“Penso que é uma questão de tempo, porque o andebol de praia está numa fase de grande crescimento, conseguindo resultados internacionais muito bons. É caso para dizer que o comboio está a passar pela segunda vez e não o podemos perder, como aconteceu na primeira”.

E sublinha: “Há 20 anos, o voleibol de praia e o futebol de praia aproveitaram a oportunidade e nós, no andebol de praia, ficamos para trás. É isso que temos de evitar desta vez”.

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