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NA FINAL FOUR DA GOLDEN LEAGUE A PENSAR NO EUROPEU DE 2019

NA FINAL FOUR DA GOLDEN LEAGUE
A PENSAR NO EUROPEU DE 2019

Selecionador de voleibol, Hugo Silva, traça os objetivos de curto e médio prazo

 

A seleção nacional de voleibol disputa já nos próximos dias 13 e 14, na República Checa, a final four da Golden League europeia. Hugo Silva, o selecionador nacional, falou-nos sobre os objetivos imediatos na competição, mas também a médio prazo, que passam pelo apuramento rumo ao Europeu do próximo ano.

“Vamos jogar a Estónia, que foi a melhor classificadas dos três grupos de qualificação,” conta-nos o técnico nacional. “É uma competição com prestígio internacional. Depois das mudanças registadas na Liga Mundial, que deu lugar à Liga das Nações, onde estão as doze melhores seleções mundiais, no top do top, surgiram também duas divisões abaixo, a Golden League e a Silver League. Nós vamos participar na Golden League, onde existem equipas fortíssimas que só não estão na atual Liga das Nações porque limitaram o número a doze. Muitas seleções que hoje em dia conseguem organizar as fases finais de Mundiais, como o Japão ou a China, por exemplo, têm lugar garantido na Liga das Nações apesar de haver na Golden League outras grandes seleções que também lá podiam estar”, conta-nos o técnico.

Esta final four será, também, uma espécie de preparação para o começo da qualificação para o Europeu do próximo ano, como admite Hugo Silva.

“Temos de confessar que não estava nos horizontes de ninguém chegarmos a esta final four. Temos vindo a fazer uma renovação de gerações e está praticamente consumada, apesar de não terem aparecido muitos jovens talentos. Mas felizmente, temos conseguido estar a disputar grandes competições e vamos fazendo isso. Mas estando na final four, vamos naturalmente lutar pelos melhores resultados possíveis”, destaca o selecionador nacional, enumerando alguns aspetos mais positivos.

“Fomos conseguindo alguns bons resultados especialmente fora de casa, como diante da República Checa e a Finlândia. A equipa foi-se motivando e acreditando no potencial. Havia alguma desconfiança em relação a esta seleção e àquilo que podia fazer, mas acabamos por conseguir resultados e é assim que surgimos nesta final four da Golden League”, sublinha.

O percurso mais recente de Hugo Silva – que aos 44 anos tem já mais de 13 ligados à seleção nacional – encontrou inesperados obstáculos com polémicas criadas por alguns jogadores. O facto de ter acumulado, no último ano, o comando da Seleção Nacional com o da equipa do Sporting, terá estado na origem dessa contestação, que culminou com alguns jogadores a renunciarem à equipa nacional.

“Fomos surpreendidos com esses abandonos de alguns jogadores, que só mostraram ingratidão para com a própria Seleção Nacional. Não houve argumentos ou justificações credíveis. Foi tudo muito estranho. Mas a vida continua, e na Seleção Nacional continuou muito bem, porque não serei eu nem a federação que vamos excluir esses jogadores, serão os próprios colegas da Seleção que não os vão querer mais ali, em função do abandono. Prefiro olhar para o presente e o futuro e este grupo já mostrou que dá garantias para lutar pelas grandes competições”, acrescenta Hugo Silva.

Olhando já para a qualificação rumo ao Europeu do próximo ano, o selecionador nacional não foge das palavras e diz que o apuramento é quase que obrigatório.

“Digo isso, não apenas porque a fórmula de apuramento mudou (passam os dois primeiros de cada gripo), mas acima de tudo pela qualidade dos nossos jogadores. No passado, morríamos sempre na praia, como se costuma dizer, pois acabávamos sempre em segundo lugar. Isso acabou por se tornar num estigma que condicionava toda a gente. Temos de mudar a mentalidade e irmos para a competição com a ideia de que somos tão bons como os outros. Temos de encarar este apuramento para o Europeu de 2019 com uma vontade muito grande de regressar à fase final da prova, onde não vamos desde 2011”, sublinha o selecionador nacional.

É caso para dizer, “já chega”. E Hugo Silva aceita o repto.

“Sim, já chega, independentemente das dificuldades. Vamos ter pensamento positivo”.

A coabitação entre os cargos na Seleção Nacional e o Sporting terá sido mal-encarada por alguns críticos, mas Hugo Silva prefere não lhes dar importância.

“Acho que é normal. Há sempre alguém que não gosta. Mas não quero acreditar que tudo isto que aconteceu com os atletas de renunciaram tenha algo mais por trás. Não vejo nenhuma incompatibilidade se as pessoas forem corretas. Como já disse, fui para o Sporting porque, para mim, acima de tudo está o voleibol. Seria excelente para o voleibol português que o FC Porto se juntasse ao Benfica e ao Sporting, para termos, de novo, os chamados três grandes com equipas de voleibol”, apelou o selecionador nacional.

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